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BRASIL, Nordeste, TERESINA, Mulher, Abkhazian, Tsonga
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O terrível caso do quibe cru... (dentro da série "Sim, eu fiz...")
Estávamos em Brasília eu, meu irmão, minha irmã e minha cunhada. Numa famosa rede de fast food árabe pela primeira vez, eu olhei o cardápio, ávida pelas delícias orientais. Logo meus olhos encontraram algo que eu realmente gostava: quibe cru. O quibe cru que eu costumo comer (devidamente preparado pelas mãos de fada da tia Dalva, minha madrinha e, por acaso, dona do restaurante Pappardelle) é preparado da maneira correta, curtido em alguma coisa que eu não sei, devidamente misturado e próprio para ser consumido cru (sem sangue e outras coisas desagradáveis! Eu recomendo!).
Animada, nem ouvi os avisos do meu sábio irmão (“Mariana, num pede isso não! Olha lá!”) e pedi assim mesmo. A moça fingiu que não ouviu, catando pratos já sujos que estavam em nossa mesa. Eu insisti... e ela, sem graça, anotou o pedido...
Aproximadamente uma hora tinha-se passado, outros pedidos tinham chegado, e nada do meu desejado prato. Quando a moça chegou com o terceiro lanche do meu irmão e a segunda mousse de chocolate da minha irmã, eu refiz o pedido. Meu irmão, numa última tentativa de me abrir os olhos, tentou me dissuadir da idéia:
- Mari, pede outra coisa! Ó, te dou outra mousse se tu desistir!
Falei que não, que aquilo era um restaurante árabe e que eu queria comer um prato tipicamente árabe, oras! E fique quieto, porque eu sei o que eu tô fazendo! A moça soltou um “tá saindo...” e, mais uma vez, sumiu. Eu já tinha comido outras coisas, mas não desistiria do meu amado quibe!
Mais vinte minutos e meu pedido não chegava. Eu ía me virar pra cancelar, quando a moça chegou com meu pedido. Foi um choque: num prato transparente, um rolinho de carne crua com um pouco de triguilho e uma colher. Tratava-se não da massa deliciosa e curtida que eu costumo comer, mas de um quibe “pré-frito”, daqueles que se congela. E, ainda por cima, tinha uns pedacinhos de gelo nele (Eca!!!). Todos os queixos caíram... a mulher colocou o prato na mesa, se virou e, ignorando meus “ei, moça, o que é isso???”, saiu correndo. Meu irmão pegou a colher e, bateu no quibe, gritando (todo o restaurante ouviu):
- Eita! Ele ainda tá vivo!!! (pof, pof, pof...)
Eu não podia dar o braço a torcer, e não me fiz de rogada, peguei a colher e tirei um pedaço daquilo. Para meu espanto, saiu sangue...
- Não falei!!! Até sangrando ele ainda tá!!! Mari, num come isso não, não precisa!!!!
Coloquei na boca, e mastiguei e engoli...
- Tá gostoso...
- Se tu visse tua cara agora, nem tu acreditaria...
Desisti... não conseguiria comer aquilo...
- Eu acho que eles tem esse nome no cardápio só porque é bonitinho, mas nunca teve nenhum louco o suficiente pra pedir... quer dizer... (ele me olhou e deu um sorrisinho maldoso...)
Quando a mulher se aproximou, eu devolvi o prato a ela.
- Você nem comeu!!! Não gostou???
- Não, moça, é que... lá na minha cidade, Teresina, o quibe cru que eu costumo comer é um pouco mais cozido...
E eu nunca mais pisarei lá...
Escrito por Mari às 17h29
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Da antiga série "Sim, eu fiz..."
Lagoa do Portinho, Luís Correia, num Carnaval qualquer há algum tempo atrás... a paisagem de cima daquela duna era linda, e a lagoa estava pedindo por um mergulho... éramos irmãos, primos, tia, um amigo lindo do meu irmão mais velho e eu... ainda lembro a visão dele saindo da água e vindo até mim...
- E aí, Mariana, não vai descer na lagoa não?
- Deus me livre!!! Pra ficar parecendo um COCRETE???
E o fantasma de Camões, de tão revoltado, me empurrou lá de cima...
Escrito por Mari às 16h48
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Preparem a tequila, muchacos, está no ar mais um capítulo deeeeeeeeeeeeeeeeeeee...
JOANA DO AÇUDE - Capítulo 03
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Na casa dos Del Vichia, todos estão à mesa do jantar.
Luiz - Escutem: amanhã chegará uma nova moça pra trabalhar aqui. Ela é humilde, mas me parece que é uma pessoa muito boa. Portanto, quero que vocês a tratem muito bem.
Fern.L. - Ora, papai, por que isso agora? Não precisamos de mais empregados!
Luiz – Acontece que essa moça virá a pedido do padre Rodolfo. E também porque ela é muito nova, tem apenas 15 anos, mal deixou de ser uma menina!
Fern.L. - Hum!... e ela é bonita?
Valde. - Pare com isso, Fernando Luiz!
Fern.L. - Que tem de mais eu querer saber se a moça é bonita?
Valde. - Sabe-se muito bem quais são as suas intenções, “maninho”! Você só quer saber de brincar com essas pobres e ingênuas meninas que não tem nada e acreditam em qualquer boa-pinta feito você...
Fern.L. - Alguma coisa contra?
Valde. - Sim, brincar com os outros é coisa de gente sem escrúpulos, como você, meu irmão...
D.Deste. - Parem com isso, os dois. Fernandinho, meu filho, seu irmão tem razão! Você é noivo, está prestes a casar, não pode mais ficar a sair por aí com essas moças, como se fosse um rapaz solteiro...
Luiz - Sua mãe tem razão filho! E, além do mais, essa moça vai ter que ser muito bem tratada aqui nesta casa, quer você queira, quer não!
* * *
Tudo arrumado na casa de Valquíria, toca a campainha
Valq. - Gostei de ver, pontualíssimo!
George – Seria muita falta de educação – e de senso – fazer uma dama tão linda como você esperar...
Valquíria e George se beijam
* * *
É cedo da manhã. O padre e Joana do Açude chegam à mansão dos Del Vichia. A menina fica completamente encantada. Dona Desterro já os esperava e vai recebê-los.
Padre – Bom dia, Desterro! Como tem passado?
D.Deste. – Bom dia, Padre, muito bem, obrigada. Então essa é a moça que irá trabalhar aqui conosco?
Joana – É, sou eu sim... prazer, Dona Enterro.
Padre - É Desterro, Joana, dona Desterro.
Joana - Ai! Dona Desterro, desculpa aí, mas é que eu tô um pouquinho assim nervosa!
D.Deste. – Ora, não se preocupe, querida! Vamos, Padre, entre e venha tomar café com a gente! Tem daquele bolo de milho que o senhor tanto gosta!
Padre – Infelizmente o convite ficará para outra ocasião, Desterro, eu tenho uns problemas pra resolver na paróquia ainda hoje... Em todo caso, Joana está entregue, deixo-a em suas mãos. E, por favor, cuide bem dela, pois essa menina vale ouro!
D.Deste. – Não se preocupe, Padre, ela será muito bem tratada aqui! Vamos, venha comigo, deixe-lhe mostrar a casa.
Joana – Bênção, Padre! Valeu, tchau!
Padre - Boa sorte, minha filha! E que Deus a acompanhe e livre de provações!
* * *
Valquíria está acordando ao lado de George, em seu quarto.
Valq. – Espero que tenha gostado da festinha particular que preparei especialmente pra você.
George – Gostar é pouco! Eu adorei!
Valq. - Que bom, então, porque, já que é assim, teremos muitas outras como essa! Muitas outras!
Beijam-se
* * *
Após mostrar a casa toda para Joana, Dona Desterro está completamente encantada com a doçura e espontaneidade da menina.
D.Deste. – Então, Joana, o que você achou?
Joana – Nossa, Dona Desterro! Esta casa parece um palácio daqueles das histórias de princesa!!! É muito linda!
D.Deste. - Que bom, fico feliz que você tenha gostado! Agora venha conhecer meu marido, o dono da casa!
Luiz está no seu escritório e elas vão até lá.
D.Deste. – Luiz, ela está aqui. Entre, Joana!
Luiz – Então você é Joana? Entre, mocinha, não precisa ter vergonha! Meu nome é Luiz!
Joana – Prazer, seu Luiz, sou Joana...
Luiz – O prazer é nosso de tê-la aqui conosco, Joana! Padre Rodolfo falou muito bem de você!
D.Deste. - Vamos, deixe-me agora lhe mostrar o seu quarto. Agora, você vai tomar banho e descansar o resto da manhã. À tarde você começa a trabalhar, certo?
Joana – Sim, senhora.
As duas vão caminhando e encontram Fernando Luiz no corredor.
Fern.L. – Ora, ora! Carne nova no pedaço?
Joana - Olha aqui, cara, respeito é bom e eu gosto, tá me ouvindo? Ai, desculpa, Dona Desterro! Eu sei que ele é seu filho, mas eu fiquei zangada...
D.Deste. – Não se preocupe, Joana! Eu presenciei tudo, vi que ele se referiu a você da maneira errada! Meu filho, tenha mais respeito! E lembre-se daquilo que seu pai disse ontem! Venha, querida, deixe ele aí!
Elas saem e Fernando Luiz examina Joana de cima a baixo.
Fern.L. – Essa aí eu quero na minha coleção! Lugar de destaque!
Escrito por Mari às 16h23
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Joana do Açude - Capítulo 002
Valquíria está chegando na casa de seus tios, pais de seu noivo, Fernando Luiz. Ela está furiosa e fala com a empregada.
Valq. - Onde o meu noivo está?
Empre. - O Sr. Fernando Luiz está em seu quarto... Ei, senhora, não pode subir, tenho ordens para não deixar ninguém...
Valq. - Não me diga o que eu devo ou não fazer, ouviu?!
Empre. - Essa mulher vai dar trabalho!
* * *
Valq. - Que história é essa de andar se deitando com empregadas?!?! Sua noiva sou eu, será que você ainda não percebeu isso? Logo a Clara, a mais atirada de todas! Aquela... aquela qualquer! Agora eu, Valquíria Muñoz, sou motivo de chacota de empregadas!
Fern.L. - De que você está falando? Não estou entendendo!
Valq. - Não se faça de desentendido. Você bem sabe que eu odeio essas suas ironias ridículas! Clara tratou de espalhar pra todos o que vocês fizeram! Claro que acabaram me contando!
Fern.L. - Isso é mentira! Não tive nada com essa aí! Nunca nem vi essa mulher! Como é mesmo o nome dela... você acabou de dizer, e... Carla, Clara, sei lá quem é essa coitada!
Valq. - Mentira?! Não acredito que tenha coragem de negar! Você sabe fingir bem, Fernando Luiz, só que eu te conheço muito bem!
Fernando Luiz tenta abraçar e seduzir Valquíria, mas ela desvia. Ele fica muito chateado, mas continua sorrindo cinicamente.
Fern.L. – Se você me ama tanto como diz, por que tá fugindo de mim?
Valq. – Eu tô achando essa história muito mal explicada! E com a fama que você tem, é mais provável que seja real.
Fern.L. - Se quiser, terminamos aqui, já que você prefere acreditar em fofocas e não acredita em mim, que sou seu noivo...
Valquíria percebe que o noivo pode estar falando sério, apesar de ele continuar sorrindo cinicamente, então resolve tentar seduzi-lo.
Valq. – Ora, meu anjo, é claro que eu acredito, mas você vive dando motivos para que falem isso! É que eu tava nervosa, essas imundas vem falar certo tipo de coisas... não muito agradáveis ao meu respeito, entende?
Valquíria abraça Fernando Luiz. Ele ri, percebe o joguinho.
Fern.L. – É que elas queriam estar no seu lugar, por isso ficam fazendo fofocas a meu respeito! Mas, vamos parar de brigar! Vem cá!
Valquíria vai sorrindo.
* * *
Joana tem uma cesta com suas coisas nas mãos. O padre está ao seu lado, com uma maleta na mão. Ele vai com ela.
Fig.1 - Adeus, Joana. Cuidado com esse povo da cidade, hein! Eles são traiçoeiros!
Joana - Valeu, Dona Juçara!
Fig.2 - É, Joana, e se precisar, é só mandar chamar a gente, que a gente vai lá e damos um jeito naquele povo metido a besta.
Padre - Bom, Mira, eu espero que isso realmente não seja necessário... vamos, Joana, minha filha, o carro já vai sair.
Joana - Ah, obrigadão gente. Por tudo que fizeram por mim! Tchau, pessoal!
Todos - Tchau, Joana. Boa sorte!
Joana entra no carro com o padre. Eles se vão.
* * *
Valq. - Alô, George... como quem está falando?! É a Valquíria, lembra? Poxa, que boa memória!... Fernando Luiz? Ele vai bem, mas estamos passando por uma crise... Você não quer vir aqui em casa hoje?... Te espero às nove... Até logo... ALDA! ALDA!
Alda - Chamou, senhora?
Valq. - Arrume meu quarto. E dispense os outros às oito e meia, ouviu. Anda, criatura! Vai, vai! Fernando Luiz, você vai ver só! Você vai se arrepender amargamente por me trair e me humilhar desse jeito!
That’s all, folks... depois tem mais... hehehehehe...
Escrito por Mari às 19h50
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Ai, Caramba!
Como o prometido: Joana do Açude!!!
Duas vezes por semana, um novo capítulo! Mas como é a semana de estréia, eu colocarei mais coisas no ar essa semana!
SINOPSE
Joana é uma moça bonita, mas muito pobre, que vive num açude catando caranguejo (a novela é minha, eu boto os caranguejos onde eu quiser!!!). Um dia, Padre Rodolfo lhe arruma um emprego na casa de uma família muito rica, os Del Vechia. Mal sabe Joana que vai se envolver numa história de amor, sexo, traição, guacamole e muitos, mas muitos clichês mesmo!!!
Escrito por Mari às 23h41
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E assim começa nossa estória...
JOANA DO AÇUDE - Parte I
As figurantes andam pelo Açude, observando Joana catar caranguejos.
Fig.1 - Pobre menina, vive a catar caranguejo nesse açude imundo...
Fig.2 - É, mas ela vai se mudar na semana que vem.
Fig.1 - Se mudar?! A Joana?! Pra onde?
Fig.2 - Pra capital, o padre Rodolfo conhece um casal grã-fino e conseguiu arrumar um emprego pra ela lá. Mais oportunidade pra menina se tornar alguém na vida, sabe!
Fig.1 - Que bom! Fico feliz por ela! É uma boa menina, com apenas 15 anos já lutou tanto, merece a chance de uma vida melhor.
Fig.2 - Só espero que o Joana saiba se defender daquele povo da cidade grande! Ela sempre viveu aqui, não tem noção do que é o mundo aí fora!
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No seu barraco, antes de dormir, Joana reza para São Pedro, seu santo padroeiro e protetor.
Joana - São Pedro, meu santinho padroeiro, daqui a uma semana eu vou morar na cidade, na casa do seu Luiz. Ele é muito rico, sabe! Foi o padre quem arranjou esse emprego, porque eu não vou morar na casa de ninguém de favor, a isso não. Já pensou, meu santo, se eu encontro o meu príncipe encantado. Mas é hora de parar de sonhar. Eu vou pra lá pra trabalhar, e não para arrumar um namorado. É, isso mesmo.
Escrito por Mari às 23h37
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