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BRASIL, Nordeste, TERESINA, Mulher, Abkhazian, Tsonga

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Dança com loiros...

Os cabelos não são mais lisos, nem compridos. São cacheadinhos e cortados baixinho. Os olhos continuam azuis, obviamente, mas a altura mudou, são uns 20 cm a mais – agora saltos me são permitidos (até recomendados!). Agora não é mais concreto, é resina. Não é mais ferro, é cálcio. O carro azul agora é branco. E agora, meu Deus, existem baquetas!!! Forrós e pagodes dão lugar ao rock e ao roots. Mas isso não me impediu de chamá-lo pra dançar forró. De longe, na frente de todo mundo. Ele não acreditou – nem eu, mas disfarcei. Ele foi a única pessoa que conseguiu me conduzir, e eu acho que isso significa alguma coisa. Pena que ele não levou meu outro convite a sério. Mas vem aí o Natal, e como é possível descobrir sua presença pelo rádio, o único recado que eu posso deixar é: "Aguardemos..."



 Escrito por Mari às 13h28
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Em nome do pai, do filho e do Espírito Santo...

Acontece que eu não ía virar abóbora após a meia noite. E meus pés reclamavam, mas concordavam em se segurar naqueles 15 cm. O sapato não era de cristal, por isso não importava perdê-los. A maquiagem não era à prova d’água, por isso não me era permitido chorar. Também porque não havia motivos para chorar. É, talvez um ou dois motivos, mas naquela hora eles eram meras lembranças distantes. E quando soaram os primeiros acordes do Bolero de Ravel, eu entendi o porquê da minha sugestão – emanava dele um poder tão retumbante quanto a música. E eu pude vislumbrar seus olhos ao vê-la entrar. Eu vi o amor ali, embora ele negue, eu vi, eu presenciei. Entendi a importância dela. Eu devo amá-la como eu o amo.

Amém.



 Escrito por Mari às 13h28
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